Caio Fernando Abreu

Posted in Não categorizado on 30/11/2011 by rejna

Acho que qdo a pessoa lê CFA e o acha otimista é pq algo terrível deve estar acontecendo com essa pessoa.

Pergunta dos 30

Posted in Não categorizado on 30/10/2010 by rejna

Se todos por aí já se arranjaram.. digo, cada um tem seu amor, estando com ele ou não… PQ CARALHO SÓ EU NÃO TENHO?

Será q eu não percebi?

Ou endureci e perdi a ternura?

Tem algo q eu não compreendi… E existe um vazio.

Quase

Posted in Não categorizado on 30/10/2010 by rejna

 

Ainda pior que a convicção do não e a incerteza do talvez é a desilusão de um quase. É o quase que me incomoda, que me entristece, que me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. Quem quase ganhou ainda joga, quem quase passou ainda estuda, quem quase morreu está vivo, quem quase amou não amou. Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, nas chances que se perdem por medo, nas idéias que nunca sairão do papel por essa maldita mania de viver no outono.

Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; ou melhor não me pergunto, contesto. A resposta eu sei de cór, está estampada na distância e frieza dos sorrisos, na frouxidão dos abraços, na indiferença dos “Bom dia”, quase que sussurrados. Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. Talvez esses fossem bons motivos para decidir entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, o mar não teria ondas, os dias seriam nublados e o arco-íris em tons de cinza. O nada não ilumina, não inspira, não aflige nem acalma, apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si.

Não é que fé mova montanhas, nem que todas as estrelas estejam ao alcance, para as coisas que não podem ser mudadas resta-nos somente paciência porém,preferir a derrota prévia à dúvida da vitória é desperdiçar a oportunidade de merecer. Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; pros amores impossíveis, tempo. De nada adianta cercar um coração vazio ou economizar alma. Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo impeça de tentar. Desconfie do destino e acredite em você. Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando porque, embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.

Sarah Westphal

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Posted in Não categorizado on 30/10/2010 by rejna

 

Ela tinha um nojo da dualidade de intenções dos seres humanos que ora amam, ora usam, e preferia a clareza da sacanagem e a certeza do vazio.

*Tati bernardi

Vai passar

Posted in Não categorizado on 29/10/2010 by rejna

Vai passar, tu sabes que vai passar. Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”. Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te surpreenderás pensando algo como “estou contente outra vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloquentes como “sempre” ou “nunca”. Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas. Já não tentamos o suicídio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim – nós, não. Contidamente, continuamos. E substituímos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”. Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.

Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais. Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor. Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente – e não importa – essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”. E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração. Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer. E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.

Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio. E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos. Serão tantas que desistirás de contar. Então fingirás – aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam. Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho. Achando graça, pensarás com inveja na lagartixa, regenerando sua própria cauda cortada. Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça. Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa. Já não é tempo de desesperos. Refreias quase seguro as vontades impossíveis. Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo. Qualquer coisa assim:

- … mastiga a ameixa frouxa. Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca …

 

Caio Fernando Abreu In Dispersos

Penso Logo Existo

Posted in Não categorizado on 23/10/2010 by rejna

 

Se eu acreditasse em religião

Se eu acreditasse menos em momento

Eu acreditaria em você

 

Se eu acreditasse no destino

E se eu acreditasse menos na paixão

Eu com certeza acreditaria em você

 

Mas se eu acreditasse mais no passado

E acreditasse menos em cumplicidade

Eu continuaria acreditando em você

 

Mas se você, meu bem, acreditasse que temos defeitos

E você acreditasse que nós somos iguais

Eu acreditaria mais do que nunca em você

Eu acredito em tudo. Mas eu preciso existir.

Agora pensando melhor….

Posted in Não categorizado on 23/10/2010 by rejna

 

 

“Já caí inúmeras vezes achando que não iria me reerguer; já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais…”

by C. Linspector

 

Li isso ontem ou hoje – nem sei mais direito quando foi ontem ou foi antes de ontem, não durmo direito há quase um mês – e achei bem legal, achei que explicava minha tristeza e ao mesmo tempo me lembrava de que vai dar tudo certo no final – é claro. Me deu forças, ânimo. Foi um desabafo. Só pra esclarecer: é problema de amor, ou de desamor, ou, principalmente de ignorância. E não há nada nesse mundo que me cause mais dor e mal estar do que ser ignorada por quem eu prezo – ou amo, no caso.

Mas, voltando a essa citação, entre tantas que tenho usado nos últimos 26 dias – frases feitas retuitadas, poesias, lágrimas, textos, soluços e telefonemas e mais frases, e mais lágrimas e incontáveis retuítes – descobri algo. É. Descobri. E o mais incrível é que foi de mim.

O problema é que me foi cortado o direito de ouvir e de falar. Nesta respectiva ordem de importância. Meus desabafos são inconclusos. Minhas dúvidas ignoradas. O diálogo foi ignorado, me sobrando como opção apenas todas as formas de expressão solitárias possíveis.

Até tentei escrever uns textos que só não chegaram neste espaço porque a situação pra mim é tão inconclusa – do tipo foi cortada com um machado, mas o sangue que escorreu é quente e vivo, né? – que não consegui terminar de escrever meus pensamentos. Então, apática como nunca fiquei por nada e ninguém, meu desabafo se dava por escritos e pensamentos de outros. Apática. Apática mesmo. Out. e então, entre tantas muletas que busquei, achei essa citação aí de cima.

Hoje é sexta. Uma sexta quente, agradável, perseguida depois de muitas com chuva e frio – este ano o frio durou até agora sei lá porque devido a qual evento climático – e todos estão na rua, nos bares e eu decidi ficar em casa curtindo meu sofrimento. Mas o que me impressionou é que entre tantas lágrimas e frases feitas e copiadas e lágrimas e soluços e telefonemas e lágrimas e retweets …. Eu acabei por achar meu consolo aqui. Aqui, neste espaço, neste blog tão abandonado… e também tão sincero.

Eu estava sofrendo e chorando. Fui trocada, traída, pisada, como nunca antes tinha acontecido. Tudo isso aconteceu. Me deixei levar, me envolveram, me amaram, me deram o que nunca tive… eu só acabei correspondendo…e amando e adorando e sofrendo, e sendo abandonada e em silêncio… Mas acabei de descobrir, relendo os meus próprios posts – originais, autênticos, desabafos autorais – que isso já aconteceu. E foi pior. Muito pior. Eu tinha esquecido e estava sofrendo como se fosse a primeira vez. Mas não foi. Eu já vivi isso. E foi pior. Foi muito pior, muito mais delicado. Não porque eu amava mais ou menos, mas porque eu era principiante nisso… porque eu estava fragilizada também.

Não que exista como comparar o tamanho de um amor com o outro, mas – como todos se foram – posso comparar o tamanho do vazio que deixaram na minha vida. Posso comparar o sofrimento que esses amores que não deram certo me causaram. Nossa, foi muito pior. Foi cruel! Terrível… Eu realmente não sabia o q poderia acontecer com a minha vida… E eu nem lembrava.

Foi lendo minhas palavras que eu achei o exemplo de superação que eu tanto estava buscando. Foi revendo minha própria história que eu recordei que tudo pode ser pior – e que já foi pior. E, que naquela época, eu não tinha a mínima noção do quanto feliz eu ainda poderia ser. E que naquela época eu não entendia o sabor de ser mãe. Naquela época, nem eu e nem ninguém imaginaria que eu deixaria todos os meus péssimos hábitos apenas e justamente pra criar uma família. Naquela época eu estava começando a descobrir o que era um amor verdadeiro e nem fazia idéia que isso iria mudar completamente meu mundo.

Hoje a minha angústia é muito grande. Eu tive, de novo, o que eu nem sabia que existia. Eu provei do doce e adorei. Sou ótima mãe. Achei um homem que me realizava. Meu amigo, meu companheiro. Fiz(emos) planos pela primeira vez: a família, minha filha, os trabalhos, nossos futuros filhos. E eu acreditei. Porque com ele descobri o que é ser mulher. Como eu nem imaginava que existisse ser. Com ele, eu, que já sou duas, virei três, e seria quatro ou cinco… Nós éramos iguais. Nos últimos momentos, acho que fomos iguais demais. Com ele eu vivi algo que eu nunca tinha imaginado antes – e não estou falando de posições sexuais. Aí tudo acabou de uma forma terrível. Inclusive, faço questão de escrever assim que eu conseguir me expressar direito sobre isso – afinal, acabei de descobrir pra que servem os posts antigos, preciso registrar pra sobreviver depois.

Mas o que eu senti hoje, relendo meu passado, é que tudo sempre pode ser pior e melhor – respectivamente. Mais expectativas, mais realização ou sofrimento. E pensando melhor… minha frasezinha do Orkut poderia ser assim:

“quanto mais alto o muro maior a queda..”

“Não pare na pista que é muito cedo pra você se acostumar..”

“A nossa maior glória não reside no fato de nunca cairmos, mas sim em levantarmo-nos sempre depois de cada queda.”

“Morrer é consequência, viver é arte, viver é superação.”

“tudo vai dar certo”

“deus está dentro de nós”

*se você tiver mais alguma coisa cola ela aí tá!

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